Reformando sem “surpresas”

Para que tudo saia conforme o esperado, e dentro da lei, é essencial seguir alguns procedimentos básicos. 
Antes de começar o quebra-quebra na sua casa ou apartamento,é importante saber exatamente o que deseja mudar com a reforma e, o maisimportante, se poderá realizar tais mudanças. Ou seja, é fundamental verificarse as estruturas existentes suportam um novo banheiro, um cômodo a mais ou,
ainda, a integração de ambientes diversos, divididos originalmente por paredes.

Preparar-se para a reforma é antecipar possíveis problemas, projetar e pesquisar preços de materiais e de serviços. 
  • Quem mora em área ou edifício tombado precisará pedir autorização de órgãos públicos responsáveis para mexer na fachada. “É preciso apresentar projeto assinado por um arquiteto, desenvolvido segundo as recomendações deste órgão sobre quais materiais podem ser usados e o que será possível fazer para que o entorno - ou a paisagem urbana - não seja modificado”, alerta Cristina Ferreira Lopes. 

  • Sem um projeto bem definido, porém, não se tem um orçamento redondo de tudo o que será a reforma. É preciso, então, que o responsável pela obra tenha em mãos plantas estruturais, de instalações hidráulicas e elétricas ou, no caso de apartamentos, que saiba por onde passam as prumadas do edifício, pois isso indicará ao projetista as limitações do que pode ser mudado no imóvel – sem cortar fios e tubos que passem por pisos e paredes, nem derrubar vigas e colunas estruturais.  

  • Se a mão de obra não é qualificada, a reforma pode virar uma grande dor de cabeça. Por isso, prefira sempre empresas idôneas de engenharia. Faça um contrato de prestação de serviços com prazos, valores e tempo de garantia do serviço. Empreiteiros são boa opção para obras menores, mas têm de ser de confiança. Visite a casa de quem já os contratou anteriormente e confira a qualidade da execução. 

  •  Por outro lado, mesmo que o bairro não seja tombado, é necessário pedir autorização à prefeitura local para aumentar a área construída de uma casa. É o caso, por exemplo, de uma cozinha mais ampla, que avança sobre o quintal, ou de um pavimento ou dormitório além dos que já existem. “Aumentar a área construída modifica o valor do IPTU, e, por isso, é essencial ter autorização da prefeitura”, explica Cristina. 

  • Muitas vezes, por exemplo, não é possível mudar o vaso sanitário de lugar no banheiro devido à localização das colunas de esgoto do edifício; outras mudanças nas instalações hidráulicas podem exigir que o abastecimento de água seja cortado em todo o condomínio, e, neste caso, será preciso avisar ao síndico sobre duração e horários dos serviços.  

  • Para quem é leigo no assunto, acompanhar uma obra pode ser o mais difícil, por isso contar com opinião profissional é importante. “Mas se for só troca de acabamentos, qualquer pessoa com olho mais refinado poderá ver se a cerâmica está bem assentada, se os seus recortes estão bem feitos, se há o alinhamento simétrico de peças sanitárias. É possível constatar, ainda, se o piso está mesmo nivelado e a pintura sem manchas e bolhas”, ensina o arquiteto Leonardo Junqueira. 

  • Em qualquer caso, no entanto, reformas que modifiquem apenas a configuração dos interiores – seja em uma casa ou num apartamento – não pedem autorização. “Mudar a passagem da cozinha para a sala, fechar um quarto, abrir o dormitório para aumentar a sala de estar, mudar uma pia de lugar (se as instalações hidráulicas permitirem), ou mesmo pintar e trocar revestimentos como pisos e azulejos: o cliente escolhe o que deseja fazer, sem se preocupar com burocracias”, diz a arquiteta.

  • Depois de definir tudo o que se quer fazer, com acabamentos detalhados e especificados – se vai ser mármore, porcelanato, pintura ou piso de fibra natural-, é hora de ir às compras. Mas antes saiba bem a quantidade de cada material a comprar: “Para um projeto bem-feito não é difícil calcular o número de saídas de água, metragens quadradas de revestimentos ou quantidades de cimento e tinta que serão necessários”, aponta Cristina. “Quem não tem um arquiteto, pode perguntar aos funcionários da própria Leroy Merlin, que ajudam os clientes na quantificação de materiais”, indica. 

  • “Quando a reforma alterar cargas de luz e fiações elétricas, a orientação de um arquiteto ou engenheiro se torna indispensável”, confirma Leonardo. E o mesmo vale para hidráulica e estruturas: “São coisas que só os profissionais da área de construção civil estão capacitados a acompanhar e verificar”. 

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